Postingan itu didapat dari pendeta bernama Juan Manuel Peramas. Ia sudah melaporkan kalau kaum agen sbobet terpercaya Guarani sudah main memakai bola yang mempunyai materi dasar karet, namun mempunyai berat yang lumayan enteng, alhasil hendak kilat kala ditendang.

Setelah itu bola hendak memantul dengan kilat saat sebelum dapat menyudahi. Guarani pula memainkan agen bola bola bukan memakai tangan mereka semacam yang mereka jalani, namun memakai kaki dalam mereka. Postingan ini merupakan fakta kalau Inggris tidak pencipta game sepakbola.

Pesquisa inédita revela: alimentos ultraprocessados mais caros, menos obesidade

Publicado em 8 de janeiro de 2020

Um artigo recém-publicado na revista “Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases” apresenta o primeiro estudo realizado no Brasil que associa preço dos alimentos ultraprocessados e obesidade na população. De acordo com as estimativas de preço-elasticidade levantadas pelo estudo, um aumento de 20% no preço por quilo dos alimentos ultraprocessados diminuiria, em média, 6,6% na prevalência de sobrepeso na população brasileira e 11,8% na de obesidade. O resultado confirma achados de outras pesquisas internacionais e uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde: aumentar impostos sobre alimentos não saudáveis para conter a epidemia de obesidade. Os autores do estudo ainda recomendam, para o contexto brasileiro, a adoção de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre todos os alimentos ultraprocessados, um tipo de tributo que pode dar destino ao dinheiro arrecadado para a saúde, programas sociais e outros. 

O estudo foi coordenado pelo professor Rafael Moreira Claro, do departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais, e utiliza dados estatísticos da Pesquisa de Orçamento Familiar de 2008-2009, realizada pelo IBGE. Com base nas informações de peso e altura, estimaram as prevalências de obesidade e sobrepeso. E a partir das informações sobre os alimentos consumidos pela família e o custo desses alimentos, informações coletadas de forma amostral pela POF, o grupo estabeleceu estimativas de preço dos alimentos ultraprocessados, seu impacto no orçamento familiar, e calcularam a elasticidade de preço e rendimento, uma equação matemática utilizada pela economia que relaciona a quantidade de um produto, sua demanda e o preço. 

Preço dos alimentos e impacto na saúde pública

A pesquisa observou que o preço dos alimentos ultraprocessados é inversamente associado às prevalências de sobrepeso e obesidade no Brasil. Ou seja: quanto maior o preço, menos acessível o produto, menos consumo e menor a prevalência das doenças. De acordo com o estudo, para cada aumento de 1% no preço dos alimentos ultraprocessados, é possível estimar uma queda média de 0,33% na prevalência de sobrepeso e de 0,59% na de obesidade. Observando especificamente o grupo com baixa renda, a tendência é a mesma: queda média de 0,34% no sobrepeso, e 0,63% na obesidade. 

A recomendação dos autores é ampliar o aumento de tributos sobre as bebidas açucaradas – medida que já é discutida e aplicada em diversos países e defendida pela Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável e pela ACT Promoção da Saúde – para todo o grupo de alimentos ultraprocessados, que também incluem biscoitos, sorvetes, macarrões instantâneos, entre outros. E pensando especificamente no caso do Brasil, dado o cenário fiscal, o estudo aponta que a medida mais desejável seria a criação de uma CIDE para todos os produtos ultraprocessados. 

Nos cofres da saúde pública, “um imposto de 20% por quilo (que representaria um aumento médio de R$ 0,87 no preço por quilo) geraria R$19,7 bilhões em receitas tributárias (considerando a demanda atual) ou quase US$ 5 bilhões (taxa de câmbio atual), montante suficiente para aumentar a orçamento total do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em mais de 3 vezes, que em 2018 contou com um orçamento de R$ 4,5 bilhões para alimentar 41 milhões de estudantes em todo o país”, de acordo com os autores da pesquisa. 

Apesar das estimativas positivas, a pesquisa pondera que o aumento de impostos, isoladamente, tem o risco de atrair os consumidores para marcas mais baratas ou embalagens “econômicas”, maiores. Ou seja: para provocar o impacto esperado na saúde pública, “a tributação depende de medidas adicionais como o fortalecimento das ações de educação em nutrição, a regulação do tamanho das embalagens, da rotulagem de alimentos e da publicidade”, afirma o estudo.

Deixe o seu comentário

© 2017 - Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável. Todos os direitos reservados.