Imposto para alimentos não saudáveis: experiências internacionais

Estudo sugere que taxar alimentos não saudáveis é a nova fronteira a ser cruzada na saúde pública para que os hábitos alimentares da população sejam mais saudáveis

Um estudo recente publicado pela revista American Journal of Public Health sugere que é preciso avançar no debate sobre a criação de impostos para toda a categoria de alimentos não saudáveis, e não apenas para as bebidas adoçadas. A ciência acumula cada vez mais evidências que relacionam o aumento do consumo de ultraprocessados com o aumento da obesidade e, para estudiosos, a taxação desse tipo de produto pode ser a próxima fronteira da saúde pública.

O estudo foi tema de reportagem do site internacional Vox. “A gente gasta algo em torno de 5 a 7% do nosso orçamento em bebidas adoçadas”, disse ao veículo o pesquisador americano em política nutricional Berry Popkin, “mas gastamos outros 20% em junk food.” Popkin não esteve envolvido na pesquisa, mas é um profundo conhecedor do impacto da comida ultraprocessada nos índices de obesidade mundo a fora.

Até hoje, apenas dois países no mundo conseguiram aprovar imposto sobre alimentos não saudáveis. Na Hungria, em 2011, entrou em vigor um aumento de 4 centavos no preço de comidas e bebidas altas em açúcar e sódio. No México, desde 2013, um imposto de 8% incide sobre produtos como salgadinhos de pacote, doces, manteiga de amendoim, entre outros.

Os resultados são bastante animadores. No México, as estimativas sugerem que as pessoas passaram a comprar 7% menos produtos não saudáveis após o novo imposto entrar em vigor. Na Hungria, estima-se que esse índice esteja entre 5 e 16%. Ainda, 40% dos produtos não saudáveis fabricados na Hungria sofreram alteração em suas fórmulas para que se tornarem mais saudáveis e se livrarem dos impostos extras.

Em ambos os países, a população de baixa renda parece ter sido a mais positivamente impactada pela medida, sendo registrado uma queda ainda maior no consumo nesse grupo.

A matéria completa do site Vox pode ser lida aqui, apenas em inglês.

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