Lei que prevê merenda orgânica não atinge meta em São Paulo

Reportagem mostra que apenas 0,7% da verba prevista para 2017 foi utilizada

A lei pioneira da cidade de São Paulo que prevê até 2026 uma merenda escolar 100% orgânica patinou nos dois primeiros anos de sua implementação. Para a Coordenadoria da Alimentação Escolar (CODEA), o preço é o maior empecilho para a avançar na aquisição de alimentos livres de agrotóxicos.

Isso porque, por lei, a CODEA deve priorizar o princípio da economicidade. Ou seja, como muitas vezes o alimento orgânico não é a opção mais barata, ele não pode ser escolhido na hora da compra. Obstáculos como a produção e a logística também são relatados – os pequenos produtores não produzem em quantidade suficiente e não conseguem entregar a tempo de atender as demandas da Prefeitura.

De acordo com reportagem do jornal Destak, em 2016, foi estipulado o gasto R$ 8 milhões com orgânicos mas, desse total, só foram utilizados 30%, ou R$ 2,4 milhões. No ano passado, a prefeitura atingiu apenas 0,7% da meta, que também foi de R$ 8 milhões. O orçamento de 2018 prevê gasto de R$ 10 milhões com alimentos livres de agrotóxicos em 2018 – a meta é utilizar pelo menos 5% desse valor.

Diversos avanços foram conquistados em torno da alimentação oferecida pelas e dentro das escolas nas últimas décadas, entre eles leis e programas regionais, como no caso da experiência paulistana, que pretende oferecer alimentação livre de agrotóxicos a todas as crianças e jovens do município. Mas é preciso um esforço político adicional para que, de fato, as mudanças sejam viabilizadas. Sem isso, restam apenas boas intenções.

Leia aqui a reportagem do jornal Destak sobre merenda orgânica na cidade de São Paulo.

 

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