Rotulagem nutricional: modelo de advertência é tema de minidocumentário

Canal Do Campo à Mesa conversa com especialistas do Brasil e do exterior

Pesquisas apontam que a maioria das pessoas têm dificuldade para ler e entender as informações nutricionais presentes nas embalagens dos alimentos ultraprocessados. Tabela escondida, letra pequena e termos técnicos tornam incompreensíveis as reais características dos produtos industrializados.

“A gente precisa de um sistema mais simples – bem mais simples”, resume a jornalista Francine Lima, do canal Do Campo à Mesa. Francine apresenta um minidocumentário recém-publicado no YouTube que trata do tema da rotulagem nutricional. No vídeo, ela conversa com especialistas do Brasil e do exterior para entender como vem evoluindo a questão da inclusão de informações nutricionais relevantes na parte da frente da embalagem – a chamada rotulagem nutricional frontal.

Entre os entrevistados estão Marcela Reyes, do Chile, e Gastón Ares, do Uruguai. O Chile foi pioneiro no desenvolvimento e aplicação de um selo preto de advertência nos alimentos que contêm excesso de sódio, açúcar e gordura. O modelo foi reconhecido internacionalmente e serviu de modelo para diversos outros países, como o Uruguai. “Uma política pública que influenciou positivamente 50% da população, no meu ponto de vista, deu certo”, diz Marcela Reyes, da Universidad de Chile.

Em um momento em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trabalha para definir novas regras de rotulagem nutricional, Gastón Ares, da Universidad de la Republica do Uruguai lembra da importância das evidências para qualquer processo dessa natureza. “A ciência não tem conflito de interesse. Ela está nos dando uma resposta objetiva”. O pesquisador uruguaio é conhecido por seus estudos sobre como os consumidores leem e interpretam os rótulos.

No minidocumentário, falam também Ana Paula Bortoletto, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), e Carla Spinillo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsáveis por apresentar à Anvisa uma proposta de rotulagem inspirada no modelo chileno. 

“Incluir uma advertência (como a proposta pelo Idec) ajuda em todos os aspectos da compreensão do consumidor sobre o perfil nutricional de um produto”, disse Neha Khandpur, uma das pesquisadores envolvidas na avaliação do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP). 

Assista ao minidocumentário completo publicado no canal Do Campo à Mesa.

Saiba mais sobre a campanha Rotulagem Adequada Já! e as propostas do Idec.

Deixe uma resposta

© 2017 - Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável. Todos os direitos reservados.

%d blogueiros gostam disto: