Em vídeos, brasileiros falam sobre dificuldade em entender os rótulos

Campanha produzida pela Aliança tem como objetivo pedir a urgência de um novo modelo de rotulagem nutricional para conter o avanço de doenças relacionadas à alimentação não saudável

A Aliança lança hoje (9), durante o último capítulo da novela Segundo Sol, da TV Globo, uma campanha com histórias reais de brasileiros que enfrentam dificuldade para entender os rótulos dos alimentos.  

A campanha, que além de vídeos para TV também conta com peças para jornais e propaganda em rádio,  apresenta depoimentos de médicos, pacientes diagnosticados com doenças relacionadas à alimentação não saudável e pessoas que se preocupam com o que consomem.

O objetivo é alertar para o fato de que com rótulos mais compreensíveis e informação adequada, as pessoas podem fazer escolhas alimentares mais conscientes e, consequentemente, mais saudáveis.

Dentre as histórias contadas, está a de Fabiano Luder, 42 anos, portador de diabetes tipo 2, que sofreu quatro amputações em decorrência do desenvolvimento da doença. Fabiano afirma que sua alimentação contribuiu para a sua condição. “Com informações mais claras sobre os rótulos dos alimentos, talvez minha vida fosse diferente”, conta.

Outro ponto importante da Campanha é o slogan “Anvisa, nós temos o direito de saber o que comemos”, que tem como finalidade pressionar a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e demais formuladores de políticas públicas sobre a urgência da aprovação de um novo modelo de rotulagem nutricional.

Rotulagem nutricional no Brasil

A proposta de rotulagem defendida pela Aliança foi desenvolvida pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) em parceria com pesquisadores em design da informação da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e com base em sólidas evidências científicas.

A proposta inclui a inserção de um triângulo preto na parte da frente das embalagens de produtos processados e ultraprocessados com os dizeres ‘’alto em’’ ou ‘’contém’’, indicando de forma clara o excesso de nutrientes que podem ser prejudiciais à saúde, como açúcar, sódio e gorduras totais e saturadas, além de gorduras trans e adoçantes, conforme imagem abaixo.

Esse modelo de rotulagem nutricional, em formato de advertência, também é defendido e recomendado por organizações internacionais de saúde pública, como a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Ana Paula Bortoletto, nutricionista do Idec, reforça que esta campanha, além de conscientizar a população sobre a importância da rotulagem de advertência, faz um apelo à Anvisa.

‘’Precisamos que o processo regulatório de aprimoramento da rotulagem nutricional no Brasil siga como o previsto. Acreditamos, com base nos estudos científicos que realizamos, que o  modelo de advertências contribuirá para conter o avanço acelerado de doenças como a obesidade, garantindo o direito à informação de forma clara à população’’, enfatiza.

Saiba mais em direitodesaber.org

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