Especialistas internacionais pedem adoção de rotulagem de advertência

Carta endereçada a autoridades brasileiras reforça evidências a favor do modelo de rotulagem nutricional
em formato de triângulos

Pesquisas feitas com rigor e sem conflitos de interesse apontam que o modelo de rotulagem frontal de advertência em formato de  triângulos é o mais eficaz em informar os brasileiros sobre as reais características dos alimentos ultraprocessados.

É isso que diz um grupo de 32 especialistas, líderes mundiais na pesquisa em saúde e nutrição, em uma carta enviada a autoridades brasileiras, incluindo o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, no último dia 14 de novembro. “Nós convidamos a Anvisa a adotar o modelo de advertências proposto pelo Idec/UFPR e que é fortemente apoiado pela comunidade científica nacional e internacional (…) Essa escolha colocará o Brasil como um modelo para a região e para o mundo”.

Em relação ao semáforo nutricional, os especialistas são enfáticos: “Nós gostaríamos de reforçar que existe um consenso entre os principais pesquisadores do mundo (…) de que o modelo do semáforo nutricional é menos efetivo em informar os consumidores sobre a qualidade nutricional dos produtos embalados do que o modelo de advertência”.

Entre as vantagens comprovadas do modelo de advertência estão:

– É mais eficiente em ajudar os consumidores a identificar corretamente produtos com alto teor de nutrientes críticos;
– Tem maior impacto nas escolhas alimentares das crianças;
– São mais eficazes em capturar a atenção do consumidor; mais fáceis de entender; reduzem a percepção de salubridade dos produtos não saudáveis; e reduzem a intenção de compra de produtos não saudáveis.

“O modelo de advertência não irá resolver todos os problemas da saúde pública sozinho, mas ele é um passo necessário e crucial na direção correta para a criação de um ambiente alimentar mais saudável”, escreveram os autores. Assinam a carta Carlos Monteiro (Universidade de São Paulo), Marion Nestle (Universidade de Nova York), Barry Popkin (Universidade da Carolina do Norte), Boyd Swinburn (Universidade de Auckland), David Katz (Universidade de Yale), dentre outros.

Essa é a segunda vez que especialistas internacionais apoiam a proposta de rotulagem de advertência no Brasil. Em 14 de março, 26 especialistas e pesquisadores chamaram a atenção da Anvisa para a necessidade de aprovar um modelo de rotulagem que garanta à população uma informação clara sobre os produtos ultraprocessados e a ajude a fazer escolhas alimentares mais conscientes.

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