Novas evidências reforçam a relação entre alimentos ultraprocessados e obesidade

Estudo publicado pela revistaPublic Health Nutrition analisou dados de 19 países europeus

Alimento ultraprocessado é obesogênico e deve ser cada vez menos acessível. É o que sugere um estudo publicado recentemente pela revista científica Public Health Nutrition, em sua edição dedicada aos ultrapocessados e sua influência sobre a saúde humana. O estudo analisou dados de 19 países europeus e os resultados reforçam a correlação entre o alto índice de consumo deste tipo de alimento e a prevalência de obesidade.

De acordo com o estudo, os índices mais baixos de obesidade entre adultos foram registrados na França (7,1%) e na Itália (8,2%). Nesses dois países também foram registrados os mais baixos índices de consumo de alimentos ultraprocessados. Por outro lado, no Reino Unido, onde a obesidade registrada é de 24,5% entre os adultos, foi detectado um alto consumo de ultraprocessados.

“Os achados reforçam a necessidade de políticas e ações que promovam o consumo de alimentos não processados ou minimamente processados e tornem os ultraprocessados cada vez menos acessíveis”, escreveram os autores.

Em entrevista ao site inglês Food Navigator, o pesquisador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Saúde e Nutrição da Universidade de São Paulo (Nupens/USP) e um do autores do estudo, Carlos Augusto Monteiro, lembra que obesidade é multifatorial, mas que os alimentos ultraprocessados desempenham papel determinante. “O aumento da oferta deste tipo de produto no mundo todo é um motor poderoso e possível de prevenir, e é possivelmente o aspecto mais importante a se considerar nas políticas públicas.”

A reportagem completa do Food Navigator, em inglês, pode ser lida aqui.
O estudo completo pode ser lido aqui.

 

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