Mapa dos afetos: fortalecendo a população LGBTQIA+ periférica do Distrito FederalO presente relatório tem como objetivo relatar o processo de pesquisa de identificação de territórios amigáveis as pessoas LGBTQIA+, em específico de três regiões administrativas do Distrito Federal: Estrutural, Itapoã e Paranoá. Entendendo que o espaço de acolhida e de respeito às diversidades sexuais e de gênero são difusos e enfrentam grandes desafios, propomos a criação de um instrumento de coleta de dados e construção conjunta de territórios acolhedores. Enquanto objetivos específicos, pontuamos a promoção do debate sobre as questões de sexualidade, gênero, afeto e acolhimento, segurança e direitos dessa população, envolvendo coletivos e movimentos locais na construção desse mapeamento, discutindo o direito à cidade e as vivências desses corpos, especialmente através da experiência do grupo temático de gênero e sexualidade do Movimento Nossa Brasília.

As subjetividades dos corpos LGBTQIA+, negros e periféricos que construíram essa pesquisa, qualificam o trabalho a ponto de se ter vozes geralmente silenciadas e apagadas na sociedade, na academia e nas produções científicas em geral, fazendo com que esses sujeitos afirmem suas identidades e se posicionem enquanto cidadãos. Dentro do projeto, esse protagonismo contribuiu para que essas pessoas pensassem formas de buscar equidade em direitos, assim como a melhoria da sociedade, através da divulgação de nossas vivências. Nesse sentido a pesquisa se faz importante ferramenta não só de análise numérica, mas também de reflexão e de potencial transformador para esses territórios pesquisados e podendo ser reaplicada em outros.

A elaboração do questionário foi feita a muitas mãos e contou com ampla discussão sobre a motivação para pesquisa, quais dados seriam importantes serem coletados, como seriam coletados, e quais estratégias de engajamento e viabilidade de aplicação deles em 2020, nesse contexto de pandemia. A nossa metodologia contou com reuniões semanais, feitas pela plataforma ZOOM diante da necessidade de distanciamento social. Contamos com mais de 20 participantes na formulação dos questionários, nas reuniões discutimos sobre a viabilidade, possíveis problemas e potências com esse trabalho conjunto.

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