Segurança alimentar no contexto da vigilância sanitária: reflexões e práticas É indiscutível o papel que os alimentos tiveram e têm no processo de desenvolvimento da espécie humana e na organização das sociedades. As facilidades ou as dificuldades no acesso aos alimentos ao longo do processo evolutivo da nossa espécie foram essenciais para o surgimento e o desaparecimento de diversas formas de vida e para as mudanças nas organizações políticas, antigas e atuais. Há mesmo correntes de pesquisadores que defendem que a evolução da espécie humana ante outros primatas decorre da capacidade de influir e dominar a cadeia alimentar.

Dessa forma, o livro busca integrar os aspectos históricos com o amadurecimento de alguns dos conceitos importantes no estabelecimento de políticas públicas. A soberania e a segurança alimentar e nutricional foram discutidas. Com isso, aponta-se para a integração desses conceitos com a vigilância sanitária, tornando possível, cada vez mais, o acesso dos cidadãos a alimentos inócuos, seguros e com qualidade alimentar e nutricional. O olhar técnico-normativo e fiscalizador dos parâmetros de qualidade, objeto da vigilância sanitária, pode e deve estar associado à justiça social, à solidariedade, à cidadania e à inclusão. A busca desenvolvimentista por empregabilidade e desenvolvimento econômico, como parte das estratégias das políticas públicas, deve estar associada, no caso dos alimentos (entre outros produtos que afetam a saúde), à epidemiologia das doenças crônicas transmissíveis e das doenças crônicas não transmissíveis.

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