Desperdício de alimentos: velhos hábitos, novos desafios É papel do Poder Público, das instituições privadas e da população adotar políticas e práticas que busquem a redução da geração de resíduos alimentares, por meio de medidas preventivas. A fim de fomentar essas iniciativas, são importantes ações de educação ambiental. Essas devem difundir entre a população os problemas associados ao desperdício de alimentos e também apontar medidas para a sua minimização. Ciente da sua responsabilidade, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Campus Litoral Norte (UFRGS CLN) – propôs a organização desta obra, que traz uma visão multidisciplinar do assunto.

A pressão que exercemos ao meio ambiente preocupa cada vez mais, e é resultado de ações irresponsáveis da nossa sociedade. Os impactos se fazem sentir na nossa saúde, na flora e na fauna, e até mesmo na economia, não havendo mais espaço para discursos protelatórios. No caso do desperdício de alimentos, diversos aspectos ambientais, sociais e econômicos podem ser elencados, por exemplo: geração de resíduos orgânicos; desperdício de água e energia, que são recursos utilizados para o cultivo e processamento de alimentos; aplicação desnecessária de agroquímicos em alimentos que não chegam sequer a ser consumidos; desmatamento e uso de grandes extensões de terra para o plantio de alimentos e criação de animais para corte e leite; aumento de preço dos alimentos pelo varejo e pelos restaurantes, que consideram os resíduos alimentares gerados nas suas planilhas de custos; desperdício de recursos financeiros que poderiam ser aplicados em outras áreas; escassez de alimentos, principalmente nas regiões mais pobres do Planeta; empobrecimento de solos devido ao uso intensivo e às técnicas de agricultura inapropriadas; poluição atmosférica gerada pelo maquinário agrícola e pelos veículos que transportam os alimentos, entre outros.

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